Tosse persistente

Tosse persistente

Tosse persistente

O pneumologista é o médico especializado em saúde respiratória. Dentre suas atribuições, cabe ao especialista evitar doenças pulmonares, investigar, diagnosticar e tratar doenças dos pulmões e do trato respiratório.

Onde encontrar um pneumologista?

O pneumologista pode atuar em consultórios, nos hospitais (cuidando dos pacientes internados por doença respiratória), na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), centros de exames diagnósticos (realizando exames).

Por cuidarem de um órgão nobre do organismo, os pneumologistas também trabalham em conjunto com outros especialistas, como alergologistas, oncologistas, cardiologistas e cirurgiões torácicos, para oferecer o melhor cuidado possível aos pacientes com problemas respiratórios.

Quando se deve procurar um pneumologista?

O pneumologista deve ser procurado se o paciente tem algum sintoma respiratório, antecedente de asma/bronquite, antecedente de tabagismo ou outra condição pulmonar, além de achados alterados em exames do trato respiratório.

Além de investigação de doenças respiratórias e tratamento, o pneumologista também faz avaliação da capacidade respiratória em pacientes, ainda que assintomáticos, que irão se submeter a cirurgias bariátricas, cirurgias intratorácicas, situações de stress com aumento de demanda cardiorrespiratória e outros procedimentos que necessitem de sedação com risco de depressão respiratória (endoscopia, colonoscopia) em portadores de comorbidades.

Frequentemente os pacientes são submetidos a pareceres cardiológicos se estão em programação de cirurgia ou prestes a iniciar atividades físicas. Essa recomendação não é diferente para avaliação pulmonar.

Atletas de alta performance (corrida, ciclismo, natação), sejam amadores ou profissionais, também devem ser avaliados quanto a sua saúde pulmonar a fim de minimizar riscos e evitar, quando possível, intercorrências. Afinal, não é incomum que atletas confundam sintomas de asma com o cansaço do treino e, muitas vezes, demoram anos até serem diagnosticados e adequadamente tratados, impactando no seu rendimento.

Pacientes tabagistas muitas vezes sentem-se constrangidos em procurar o pneumologista porque, infelizmente, muitas vezes são repreendidos durante a consulta. É importante discernirmos que devemos lutar contra o tabagismo, mas NUNCA contra o tabagista.

Costumo dizer aos meus pacientes tabagistas que eu sou a primeira pessoa a querer saber quando eles decidirem parar de fumar para ajudá-los, mas estarei sempre disponível para esclarecer dúvidas, trazer informações relevantes e cuidá-los independente de suas opções, sem julgamentos.

Cito aqui 5 principais indicações de procurar um pneumologista:

  1. Sintomas respiratórios persistentes: tosse crônica, falta de ar, chiado no peito, produção excessiva de muco ou dor torácica persistente, é importante consultar um pneumologista para avaliação e diagnóstico adequados.

  2. Asma: se você foi diagnosticado com asma e seus sintomas não estão bem controlados com o tratamento atual, um pneumologista pode ajudar a ajustar seu plano de manejo da asma e fornecer tratamentos adicionais, se necessário.

  3. Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC): se você tem DPOC, que inclui condições como bronquite crônica e enfisema, um pneumologista pode ajudar a gerenciar seus sintomas, prescrever medicamentos apropriados e fornecer orientações sobre estilo de vida para melhorar sua qualidade de vida.

  4. Tabagismo: se você é fumante ou ex-fumante e está preocupado com os efeitos do tabagismo em seus pulmões, um pneumologista pode fornecer orientações sobre como parar de fumar e avaliar sua saúde pulmonar.

  5. Infecções respiratórias frequentes ou recorrentes: se você está frequentemente com infecções respiratórias, como pneumonia, bronquite ou sinusite, um pneumologista pode investigar a causa subjacente e recomendar tratamentos para fortalecer seu sistema imunológico e prevenir futuras infecções.

Quais as doenças tratadas pelo pneumologista?

  • Rinite

  • Avaliação de cansaço

  • Tosse

  • Asma

  • Bronquite

  • Enfisema

  • Doença Pulmonar Obstrutivas Crônica (DPOC)

  • Infecções do trato respiratório (pneumonia, tuberculose)

  • Fibrose pulmonar

  • Avaliação de nódulo pulmonar

  • Câncer de pulmão

  • Apneia do sono

  • Hipertensão pulmonar

  • Tromboembolismo pulmonar agudo

  • Doença tromboembólica crônica

Quais os exames solicitados pelo pneumologista?

O pneumologista pode solicitar vários exames que auxiliam no diagnóstico de doenças respiratórias, avaliam a resposta ao tratamento instituído e a evolução de algumas patologias, são eles:

  • Radiografia de tórax: usadas para avaliar estruturas pulmonares e torácicas, como identificar possíveis infecções, tumores ou lesões.

  • Tomografia de tórax: fornece imagens detalhadas dos pulmões e mediastino (região central do tórax), sendo útil para diagnosticar condições como pneumonia, embolia pulmonar, nódulos pulmonares e câncer de pulmão.

  • Prova de função pulmonar: incluem espirometria, pletismografia e teste cardiopulmonar no esforço. Estes exames medem a quantidade e a velocidade de ar que você pode exalar dos pulmões. O exame mais completo (teste cardiopulmonar no esforço) consegue avaliar não só o volume de ar exalado, como avaliar o consumo de oxigênio pelos músculos, o comportamento do cansaço diante do esforço (esteira ou bicicleta), nos auxiliando a entender o que limita mais no cansaço do paciente (doença cardíaca, respiratória ou muscular).

  • Broncoscopia: procedimento realizado sob sedação, no qual um tubo fino e flexível com uma câmera na ponta é inserido através do nariz ou da boca até os pulmões para examinar as vias aéreas e coletar amostras (culturas) e tecido para biópsia, se necessário. A broncoscopia também é um método que vem sendo utilizado para tratamento de algumas patologias pulmonares (coleta de corpo estranho em via aérea, dilatação de brônquios obstruídos, aspiração de secreção).

  • Gasometria arterial: exame de sangue coletado em artéria, avalia a oxigenação e a troca gasosa entre o oxigênio e gás carbônico.

  • Culturas de secreção pulmonar: a coleta de escarros e lavado broncoalveolar permite a análise microbiológica e citológica da secreção, facilitando a descoberta do agente etiológico em infecções persistentes.

  • Polissonografia: para pacientes com suspeita de apneia do sono, é um exame fundamental. O teste é realizado à noite para diagnosticar distúrbios do sono, como apneia obstrutiva do sono, síndrome das pernas inquietas e distúrbios do ritmo circadiano, dentre outras patologias.

É importante ressaltar que a clínica é soberana, ou seja, o médico especialista tem que ser capaz de ouvir a história completa do paciente, seus antecedentes pessoais, os antecedentes familiares, ouvir suas queixas, examinar o paciente cuidadosamente e levantar hipóteses diagnósticas antes mesmo de solicitar qualquer exame.

Qual a importância de ser atendido por um bom Pneumologista?

O bom pneumologista valoriza a história clínica do paciente, assim como seus antecedentes pessoais, antecedentes familiares e exame físico meticuloso.

Os exames complementares são métodos que auxiliam o pneumologista, porém os achados dos exames, per si, não definem conduta.

Por exemplo, se o paciente tem um nódulo pulmonar de 0,8 cm achado na tomografia de tórax, podemos dizer que é um nódulo suspeito para câncer de pulmão? A resposta correta é: depende. Se há 1 ano esse mesmo nódulo media 1,0 cm e agora ele mede 0,8 cm, ou seja, está diminuindo em dimensão, provavelmente trata-se de um granuloma em regressão (nódulo sequelar benigno). Neste caso, não há necessidade de biópsia, apenas de seguimento até esse nódulo se tornar calcificado.

Portanto, é imprescindível que o pneumologista seja capaz de interpretar todos os exames que solicita e assumir o cuidado do seu paciente, ainda que precise discutir o caso em questão com outros especialistas (radiologista, infectologista, oncologista, cirurgião torácico)

A definição de conduta e seguimento deve ser alinhada entre o paciente e seu pneumologista, não deve ser terceirizada para quem lauda os exames sem conhecer o paciente e sua história.

Fontes: Diretrizes da European Respiratory Society | Diretrizes da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia | Jornal Brasileiro de Pneumologia